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Campus realiza fórum de planejamento estratégico

Objetivo do espaço foi o levantamento de propostas e demandas relacionadas aos desafios estratégicos do IFMA.
  • Maycon Rangel
  • publicado 28/05/2017 18h48
  • última modificação 28/05/2017 18h48

(Da esq. à dir.) Jackson Pereira, Roberto Brandão, Carlos César e Peter Dostler

Com o objetivo de ouvir as demandas e propostas da sociedade civil e alinhar esses elementos para a construção do Planejamento Estratégico 2016-2020, o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) realizou o Fórum de Planejamento Estratégico no Campus Zé Doca nesta quinta-feira (25). Os fóruns de planejamento estratégico estão sendo realizados em todos os 29 campi e na Reitoria do Instituto (acompanhe as etapas anteriores aqui).

O reitor, Roberto Brandão, mencionou que o planejamento estratégico demarca uma nova fase na história do Instituto, com a definição de ações e projetos estratégicos para tornar o IFMA uma instituição de referência em ensino, pesquisa, extensão e inovação. “Nós queremos extrapolar a linha do executar para o executar bem e com bons resultados. No cenário que estamos vivendo, não podemos cometer erros”. O reitor também destacou a necessidade de se estreitar o relacionamento com o setor produtivo, dando vazão à transferência de conhecimento e tecnologia para as organizações empresariais. “Normalmente, as instituições acadêmicas se isolam do mundo lá fora; nós nos relacionamos pouco com o setor produtivo. Precisamos motivar as empresas a se munir dos profissionais formados no Instituto Federal, fortalecendo esse diálogo e oferecendo soluções inovadoras em produtos e serviços por meio dos nossos alunos e servidores”.

O diretor de Planejamento e Gestão do Campus Zé Doca, Jackson Pereira, em exercício da direção geral da unidade e representando a diretora Davina Chaves, relacionou o planejamento estratégico com o alcance da missão institucional do IFMA. “Desde o Decreto 7.566, de 1909, que criou a Escola de Artífices, até a Lei 11.892, de 2008, que criou os Institutos Federais, essa instituição passou por grandes transformações. O IFMA cresceu em todos os aspectos e isso exige dos nossos gestores um maior conhecimento técnico para guiar essa instituição”.

O pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional e coordenador geral do Planejamento Estratégico, Carlos César Teixeira, definiu o planejamento estratégico como um instrumento de gestão importante para potencializar os resultados do Instituto. “Se a gente pensar no planejamento apenas como um documento para cumprir uma exigência legal, ele deixa de ser um instrumento de gestão. Nós queremos ser melhores e, para isso, estamos trazendo essa ferramenta nova que vai nos conduzir rumo à excelência”.

O planejamento estratégico está sendo feito com a consultoria da STEINBEIS-SIBE do Brasil, empresa especializada em transferência de tecnologia e conhecimento. O consultor Peter Dostler explicou a metodologia do fórum e, em seguida, os participantes foram divididos em grupos de trabalho. Durante sua fala, Peter Dostler explicou a filosofia de atuação da entidade, que se utiliza do modelo dual de ensino, em que o aluno aprende por meio da união entre os conhecimentos teóricos com a imediata aplicação desses conhecimentos em aulas práticas nas empresas, e ressaltou a importância de os institutos federais se aproximarem do mercado, o que possibilitará a geração de emprego e renda e a implementação de soluções tecnológicas para problemas sociais e econômicos.

 

Metodologia do fórum

Denominada “Mercado de informações”, a metodologia de trabalho consistiu em levantar soluções para as demandas prioritárias do Instituto, promovendo a discussão dos temas em grupos de trabalho (GTs). Ao longo do dia, as equipes discutiram e consolidaram propostas em cinco eixos temáticos:

  • Interação com o mercado: desenvolvimento e melhoria das relações existentes com organizações públicas e privadas, possibilitando a futura inserção dos discentes no mercado de trabalho e a implementação de novos negócios ou mudanças em organizações já existentes;
  • Inclusão social: demandas que possam ser tratadas pelo IFMA visando a responsabilidade ambiental, a inclusão do discente, da comunidade acadêmica e de toda a instituição na temática social;
  • Internacionalização do IFMA: relacionamento do IFMA com organizações de outros países, incluindo parceria com outras instituições de ensino para intercâmbios acadêmicos;
  • Ideias acadêmicas: demandas ligadas às políticas de ensino, pesquisa, inovação e extensão;
  • Interação com a sociedade: demandas a serem tratadas pelo Instituto para aprimoramento de sua relação com a sociedade em geral.

 

Isaias Mendes, diretor em exercício da Diretoria de Planejamento Institucional e Desenvolvimento Humano, coordenou o GT que discutiu os eixos Interação com o mercado e Internacionalização do IFMA. Ele considera as discussões extremamente relevantes para o fortalecimento da imagem do IFMA na comunidade. “Essa relação com o mercado se dá de maneira ampla, não só com instituições privadas, mas com instituições públicas, com a comunidade, associações, cooperativas, atuação na internet e redes sociais; é pensar de que forma a gente pode estar montando estratégias para levar soluções tecnológicas para o mercado”. Em se tratando da internacionalização, Isaias Mendes defende também uma maior disseminação das informações referentes a oportunidades de intercâmbio, absorção de tecnologias desenvolvidas em instituições estrangeiras e a ampliação de convênios internacionais.

 

Saiba mais

Desde outubro de 2016, o IFMA vem desenvolvendo seu Planejamento Estratégico 2016-2020, com o apoio da organização alemã STEINBEIS-SIBE. O interesse é a melhoria da governança, passando por um processo de alinhamento de objetivos, metas, iniciativas e processos da instituição.

Além do Campus Zé Doca, os fóruns já aconteceram nas seguintes unidades: São Luís – Monte Castelo, São José de Ribamar, Rosário, Viana, Barreirinhas, Imperatriz, Porto Franco, Barra do Corda, São Raimundo das Mangabeiras, Carolina, Itapecuru-Mirim, Pedreiras, Bacabal e Santa Inês.

 

O IFMA na comunidade

Durante o encerramento do fórum, o agricultor Antônio Wilson Bastos, presidente da Associação de Moradores da Comunidade Ebenézer – que fica a 36 km da cidade de Zé Doca –, agradeceu o IFMA pela doação de computadores, o que possibilitou a realização de um curso de Inclusão Digital para estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio que moram no povoado. No total, 60 alunos já foram certificados pelo curso. “A comunidade Ebenézer estava totalmente excluída de todos os serviços tecnológicos e essa realidade mudou com o curso de Inclusão Digital. Eu só tenho a agradecer! Cada um tem que fazer a sua parte; não é só esperar de um gestor, de um prefeito… A responsabilidade social é de todos nós!”.

Em seguida, a chefe do Departamento de Extensão e Relações Institucionais, Jane de Oliveira, fez uma breve apresentação dos projetos que o Campus Zé Doca tem desenvolvido junto à comunidade, gerando trocas de saberes entre o Instituto e a população local.

 

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